Melhorando a técnica de aplicação



A maneira como o paciente insere a agulha na pele é chamada de técnica de aplicação de insulina. O profissional de saúde precisa ensinar a técnica correta para que o tratamento seja eficaz e bem-sucedido.

Inserir a agulha na profundidade adequada é parte importante da técnica de aplicação. Os profissionais de saúde recomendam que a insulina seja injetada no tecido subcutâneo, camada de gordura logo abaixo da pele.

Se a injeção for muito profunda, a insulina pode atingir o músculo, onde é absorvida mais rápido, além da dor ser maior. No caso contrário, ou seja, se a injeção não for profunda o suficiente, a insulina entra na pele, afetando seu início e duração de ação.

Remova as bolhas da seringa

As bolhas que se formam na seringa não prejudicam o paciente, mas como elas estão ocupando espaço na seringa, acabam impedindo a aplicação da dose completa de insulina, dificultando o bom controle glicêmico.

Há diferentes maneiras de evitar bolhas na seringa. Seguem duas sugestões: 

  • Manter a agulha com o protetor e puxar o êmbolo para aspirar o ar lentamente, até a quantidade de insulina prescrita. Manter o frasco de insulina apoiado em uma mesa ou balcão. Retirar o protetor da agulha e injetar o ar no frasco, pressionando o êmbolo. Virar o frasco e aspirar a quantidade de insulina prescrita. Verificar se há bolhas de ar na seringa. Se houver, bater levemente com o dedo na seringa, na parte em que elas se encontram, pois onde há bolha, não há insulina. Inverter o frasco de insulina e retirar a agulha.
     
  • Preparar a seringa com duas unidades a mais de insulina do que o paciente precisa normalmente. No caso da formação de bolhas, pressionar com o polegar e o dedo médio até que sumam. Dar toques de leve na seringa com alguma força para conseguir que as bolhas subam também é uma opção. Quando estiverem no topo, é possível devolver as duas unidades extras de insulina de volta para o frasco.


Mistura de insulina

Ao misturar insulina rápida ou ultrarrápida (cristalina) e intermediária (leitosa), é possível remover as bolhas da primeira a ser preparada. É importante ressaltar que não se consegue remover as bolhas depois de ambas estarem na seringa. Isso porque quando o paciente empurra a insulina intermediária de volta para o frasco pode também empurrar insulina rápida ou ultrarrápida no mesmo recipiente. Isso causaria dois problemas:

  • A pessoa não recebe a quantidade total de insulina transparente que precisa
     
  • Mudança na ação da insulina contida no frasco e que foi misturada com outro tipo do hormônio 

Aplicação em outra pessoa

 

Administrar insulina em outra pessoa não é muito diferente da autoaplicação. Treino e boa técnica são muito importantes e transformam a aplicação cada vez mais fácil.

Familiares e amigos de pessoas com diabetes devem:

 

 
  • Aprender a usar a técnica corretamente com um enfermeiro, farmacêutico ou educador em diabetes.
     
  • Conhecer os detalhes do tratamento, os horários das injeções, o ângulo de aplicação, o local do corpo mais adequado e o rodízio que foi adotado.
     
  • Usar luvas médicas descartáveis para se proteger do vazamento de insulina ou de algum sangramento.
  • Usar seringas com dispositivo de segurança.
     

 

 



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