[spacer image]
BD
[spacer image]
[spacer image]
[spacer image]
[spacer image]
[spacer image]
[spacer image]
[spacer image]
[spacer image]
[spacer image]
[spacer image]
[spacer image]
[spacer image]

Did you know?
[spacer image] A palavra Diabetes vem do grego que significa “sifão” e Mellitus vem do latim que significa “mel” ou “adocicado”. [spacer image]
[spacer image]

Saúde e Bem Estar
Email Page Print
[spacer image]

 
Cuidados com os pés devem ser diários
   

Dentre as complicações crônicas decorrentes do diabetes, estão as relacionadas com os pés que atingem tanto pacientes portadores do tipo 1 quanto do tipo 2, porém acomete de forma mais precoce e freqüente no tipo 2. Estas complicações ocorrem em 10% dos portadores durante a evolução do diabetes; de 20 a 25% das internações de pacientes diabéticos devem-se a esta complicação e 50% das amputações não traumáticas de extremidades inferiores ocorrem em pessoas com diabetes. Estes dados demonstram a gravidade desta complicação e a necessidade de programas de prevenção.

As causas são neuropáticas (caracterizadas pela redução ou ausência de sensibilidade dolorosa), isquêmicas (pela diminuição do fornecimento sangüíneo) e neuro-isquêmicas (associação das duas causas anteriores). Os fatores de risco são: pouca educação em diabetes, idade acima de 40 anos, tempo de diabetes acima de 10 anos, presença de neuropatia ou isquemia de membros inferiores, deformidades nos pés, história anterior de úlcera ou amputação.

Fumo e álcool nocivos

O tabagismo e o alcoolismo são extremamente prejudiciais tendo em vista que a nicotina e o alcatrão são lesivos ao endotélio (camada interna dos vasos) provocando aterosclerose, diminuindo a circulação sistêmica e principalmente de membros inferiores. O álcool, além de alterar os níveis glicêmicos, também altera o perfil lipídico, principalmente aumentando os triglicerídeos e a fração de colesterol LDLc que são partículas pequenas e densas que favorecem sobremaneira o processo de aterosclerose.

Os cuidados com os pés é parte fundamental do tratamento, que é essencialmente preventivo, fazendo com que a maioria dos problemas relacionados a eles sejam evitados. Os procedimentos preventivos são os que seguem ao lado.

7
Rosangela Saalfeld Ataide
Enfermeira do Ambulatório de “Pé-diabético” do Hospital de Clinicas da UFPR.

• Inspeção diária dos pés à procura de calosidades, rachaduras, micoses e ferimentos.
• Uso de calçados adequados, nem apertados e nem muito largos.
• Higiene diária dos pés com água corrente, secando-os logo a seguir com cuidado especial entre os dedos.
• Corte das unhas de forma horizontal e não muito curtas, preferencialmente apenas lixando-as.
• Uso diário de hidratante neutro evitando a região entre os dedos que deverá ser mantida seca.
• Uso de meias não apertadas e de algodão para melhor absorção do suor.
• Inspecionar dentro dos calçados antes de usá-los.
• Não andar descalço.
• Não usar bolsa de água quente ou secador de cabelos para aquecer os pés.
• Não usar medicamentos anti-calosidades e não cortar as cutículas fazem parte da prevenção.

Vale salientar que os calçados são os principais responsáveis pelas lesões nos pés dos diabéticos e corres-pondem a mais de 40% do total das causas. É preciso lembrar que os calçados devem ajustar-se aos pés e nunca os pés aos calçados.

Um exame completo dos pés deve ser realizado periodicamente por um profissional de saúde, visando a identificação precoce de pessoas com maior risco de desenvolver lesões, as quais deverão receber atenção especial com mais tempo de educação em diabetes e consultas mais freqüentes para exame dos pés.

Os pés dos diabéticos ainda não recebem a atenção e os cuidados suficientes, tanto por parte do próprio diabético quanto dos profissionais de saúde que dele tratam. Há certos “tabus” quando o problema são os pés, levando o diabético a ocultar de seus cuidadores até a existência de lesões. Seu médico ou outro integrante da equipe deve ser informado quando ocorrer dormência ou formigamento, inchaço, formação de bolhas, lesão, úlcera ou calosidade em seus pés para avaliação e acompanhamento evitando assim, o agravamento do problema.

Medidas como alimentação adequada, bom controle glicêmico e atividade física regular são de extrema importância para o bom resultado do tratamento.

O Hospital de Clínicas da UFPR em Curitiba possui o Ambulatório de “Pé Diabético” atende pacientes do SUS do próprio hospital ou encaminhados de outros serviços, inclusive de outros estados.

oltar

 

Cuidando das Unhas e Calos
5 Maria das Graças Pereira dos Santos, Podóloga com especialização em diabetes da Associação Nacional de Assistência ao Diabético - ANAD
Podologia é a ciência que estuda o tratamento de problemas e alterações externas do pé. O podólogo é o profissional de saúde que trata dessas alterações, como unhas encravadas, calos, calosidades e verrugas entre outros problemas.

Existem podólogos que se especializam no tratamento de doenças do pé de portadores de diabetes. Se você perceber que está com algum problema de saúde dos pés, procure já um profissional para fazer o tratamento. Não deixe para depois.

Calos, causas e tratamento
Algumas alterações nos pés bastante comuns e que devem ser tratadas são as calosidades. Os calos representam uma doença que tem como característica o engrossamento da camada superficial da pele (camada córnea). Atingem as áreas localizadas principalmente embaixo dos dedos e no calcanhar. A calosidade forma-se como uma defesa da pele contra um atrito externo e geralmente possui cor amarelada e consistência dura. Em conseqüência disso, a pele nessa área perde a elasticidade e a maleabilidade.

As principais causas de calosidades são uso de calçados de salto alto, obesidade, vícios de caminhada e deformidades dos ossos, entre outras. Vale observar que é freqüente a formação de fissuras, rachaduras, na lateral do calcanhar, devido à perda de elasticidade na área.

Para fazer o tratamento dos calos, em primeiro lugar é preciso identificar e eliminar as causas que as provocam.

Somente o podólogo deve proceder ao desbastamento cuidadoso e lixamento da calosidade.

FORMATOS E CORTES DE UNHAS
14
Normal - As unhas dos pés com este formato devem ser cortadas somente a borda livre (parte branca). As laterais não devem ser cortadas em curvas arredondadas.
15
Normal com corte incorreto (acrílica) - Esta unha foi cortada de maneira incorreta, com a retirada da lateral. Quando houver necessidade de arrumar este corte, só um profissional, ou seja, o podólogo é quem deve fazê-lo.
13
Involuta - Neste formato de unha, as laterais são arredondadas. O ideal é não aprofundar o corte das laterais.
22
Telha - Tipo de formato onde a unha tem as laterais levemente pontiagudas. Ao fazer o corte, acompanhar a parte branca da unha sem retirar as laterais.
112
Funil - Neste formato, as laterais já são bem mais profundas. O ideal é que um profissional faça o corte uma vez por mês. Nas semanas após o corte, usar uma lixa caso haja necessidade.
12    
44 Gancho, Torquês, Caracol - Estes tipos de unha exigem muita habilidade para cortá-las. O recomendado é que apenas o podólogo faça o corte.
9    
11
Cunha - Este formato de unha é pouco comum. É semelhante ao formato funil, só que as laterais são bem mais livres. Com muito cuidado deve ser cortada somente a parte branca (borda dianteira livre).

Em todos estes formatos, não havendo um profissional para proceder ao corte, você pode usar uma lixa, com cuidado, para manter as unhas em bom estado.

DICAS ÚTEIS PARA PREVENIR COMPLICAÇÕES

• Evite sapatos de bico fino e salto muito alto.
• Use sapatos leves, macios e sem costuras.
• Faça a higiene dos pés, seque bem principalmente entre os dedos.
• Nunca faça escalda pés, nem use bolsa de água quente ou compressa de gelo.
• Para aquecer os pés use meias de lã, sem elástico.
• Faça exame dos pés diariamente. Examine especialmente a planta (sola) dos pés.
• Não use remédios para tratar os calos. Procure um podólogo especialista em diabetes.
• Para cortar as unhas use uma tesoura sem pontas agudas.
• Ao cortar ou lixar as unhas, fique em posição confortável e mantenha os pés apoiados.
• Mantenha as unhas aparadas, cortando-as pelo menos uma vez ao mês. Use uma lixa para que as unhas permaneçam no comprimento adequado.

 

Se há Ferida Tem que Tratar
4 Dra. Mônica Antar Gamba
Professora do departamento de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP-EPM

De repente aparece uma pequena ferida na perna ou no pé, talvez causada por um sapato apertado, ou por um trauma ocasionado por uma batida em uma superfície dura e pontuda, ou até por um corte incorreto das unhas. Se você tem diabetes, não ignore essa “ferida,” pois ela pode se tornar um grave problema. Quem avisa é a Professora do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP-EPM, Mônica Antar Gamba, especialista em tratamento de feridas decorrentes do diabetes mal controlado e autora da tese de doutorado intitulada: “Amputações por Diabetes Mellitus. Uma prática prevenível?” Segundo Mônica Antar Gamba, a formação das feridas nas extremidades inferiores de pessoas com diabetes são causadas pela polineuropatia simétrica distal (insensibilidade, sensação de dor ou formigamento, fraqueza muscular nas mãos, pernas e pés), pela vasculopatia periférica (alterações na circulação do sangue, dor ao repouso ou ao caminhar) e por outros problemas. A enfermeira explica que essas complicações são conseqüência de muitos anos de mau controle do diabetes, associado a outros fatores como tabagismo, hipertensão arterial, dislipidemia (taxa alta de gordura no sangue), falta de cuidados com os pés e unhas, além de uso de calçados inadequados. “As pessoas com diabetes podem perceber qualquer alteração nos pés simplesmente examinando-os diariamente”, orienta a profª Mônica. Ela dá algumas dicas:

• verifique se a sua pele está muito seca, com rachaduras, áreas vermelhas, descamações. Examine cuidadosamente entre os dedos e as unhas. Se você tem dificuldade para fazer esse exame, peça ajuda a alguém;

• faça a higiene diariamente e com muito cuidado, utilizando sabonete neutro de glicerina durante o banho, com atenção especial aos membros e extremidades do corpo. Aproveite esse momento para massagear as pernas e os pés. Não se esqueça das unhas e atenção no enxágüe, pois os resíduos de sabonete e sujeira podem causar problemas. Seque bem os pés com uma toalha macia, principalmente, entre os dedos, sem friccionar. Hidrate as pernas e os pés com um creme apropriado à base de lanolina ou outro indicado pelo seu médico. A avaliação de um profissional experiente (podólogo) quanto ao corte das unhas também é muito importante;

• atenção redobrada aos calçados e meias. Se você já apresenta algum tipo de problema, a prescrição de uma palmilha ou calçado especial é crucial. Prefira as meias de algodão e sapatos fechados, os mais confortáveis possíveis. Compre os sapatos no período da tarde, quando os seus pés estão mais inchados. Um salto, no máximo, de dois centímetros é recomendado. Evite sapatos feitos em material sintético (plástico), pois causam suor, odor desagradável e muitos problemas;

• sempre que for a uma consulta médica, de enfermagem, ou mesmo em atividades de educação em diabetes peça ao profissional de saúde para examinar bem os seus pés, pernas e mãos.

Se você se descuidou um pouco e apareceu uma ferida, vamos cuidar rápido. Procure por um tratamento especializado com um enfermeiro habilitado, cirurgião vascular ou dermatologista, pois o problema pode se agravar. “Nenhuma ferida pode ser negligenciada porque o risco de infecção é alto e a conseqüência pode ser a amputação do membro”, alerta Mônica. A enfermeira faz algumas recomendações que considera básicas no caso de aparecer uma ferida nas costas (úlceras de pressão “escaras”), nas pernas ou pés:

• não use mercúrio cromo, mertiolate, água oxigenada, líquido de dakin, pomadas ou qualquer outro produto para tentar limpar a ferida, pois esses produtos podem destruir as células vivas da lesão provocando macerações e retardando a cicatrização;

• a ferida não pode ficar aberta, exposta, pois isso impedirá a cicatrização;

• não friccione, nem lave a ferida com freqüência usando sabonete comum;

• não coloque qualquer tecido ou compressa de algodão em contato direto com a ferida;

• não tome nenhum antibiótico ou medicamento indicado em farmácia ou por uma pessoa que não seja um médico;

• evite tratar a ferida em farmácias, drogarias, manicures e pedicures;

• não espere que a ferida cicatrize sozinha. Vá imediatamente ao hospital, posto de saúde, clínica ou qualquer outro serviço de saúde e peça atendimento a um especialista em feridas;

• se uma unha estiver para cair, não a e uma unha estiver para cair, não a arranque. Procure um dermatologista o mais rápido possível.

Em seguida, Mônica faz algumas recomendações para a realização de um curativo simples e adequado até que você consiga encontrar um especialista:

• compre numa farmácia um frasco de soro fisiológico estéril (0,9%, não é o para lentes de contato), pacotes de gazes ou coberturas pronto-uso, uma agulha de injeção para furar o frasco de soro (tudo isso deve ser estéril), uma faixa crepe de boa qualidade para fixar o curativo;

• lave bem as mãos, prepare o material evitando tocar em tudo que entrará em contato com a ferida;

• se houver alguma sujidade, lave antes a ferida com água corrente, de preferência filtrada e se o trauma foi com algo muito sujo use sabonete neutro tornando-o líquido, ou seja, nunca aplique a barra na ferida. Essa lavagem deve ser feita apenas uma vez. Seque com uma toalha limpa a região em volta da ferida. Não enxugue a ferida;

• com a agulha de injeção, faça um furo no bico do soro e com a pressão do jato aproveite para realmente limpar a ferida. Posicione o frasco a mais ou menos 5 cm de distância da ferida. O jato de soro auxiliará na remoção de sujeira e corpos estranhos. Se sangrar um pouco, não faz mal, pode ser um bom sinal;

• sobre a ferida coloque uma camada de gaze estéril, umidecida com o soro, em seguida cubra este curativo envolvendo a faixa crepe, com firmeza, mas sem apertar. Se for nas pernas ou pés sempre enfaixe de baixo para cima. Não coloque fitas adesivas direto na pele;

• vá o quanto antes ao hospital ou posto de saúde mais próximo de sua casa e procure um médico ou enfermeiro para o tratamento, não se esqueça de mencionar sobre o seu diabetes;

• cuide-se bem, afinal você merece e deve viver bem com o diabetes e sem complicações.

Voltar

 

 

 


[spacer image]
[spacer image] [spacer image] [spacer image]
[spacer image] [spacer image] [spacer image]
[spacer image]